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Tipografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Não confundir com Topografia.
Catálogo tipográfico da Caslon, de William Caslon, 1732

A tipografia é a arte e o processo de criação na composição e impressão de um texto, física ou digitalmente. Assim como no design gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação escrita. A tipografia tem sua origem principal nas primeiras impressões com tipos gráficos (letras em relevos confeccionadas em madeira, barro ou ferro). Popularmente, passou também a ser um modo de se referir à gráfica que usa uma prensa de tipos móveis.[1][2][3]

Etimologia

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A palavra "tipografia" (do latim renascimental typographia) foi cunhada a partir dos elementos da língua grega τύπος [týpos], que significa "impressão", e -γραφία [-graphía], "escrita".[4]

Visão geral

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Na maioria dos casos, uma composição tipográfica deve ser especialmente legível e visualmente envolvente, sem desconsiderar o contexto em que é lido e os objetivos da sua publicação. Em trabalhos de design gráfico experimental (ou de vanguarda) os objetivos formais extrapolam a funcionalidade do texto, portanto questões como legibilidade, nesses casos, podem acabar sendo relativas.

Medidas da tipografia.

No uso da tipografia o interesse visual é realizado através da escolha adequada de fontes tipográficas, composição (ou layout) de texto, a sensibilidade para o tom do texto e a relação entre texto e os elementos gráficos na página. Todos esses fatores são combinados para que o layout final tenha “atmosfera” ou “ressonância” apropriada ao conteúdo abordado. No caso da mídia impressa, designers gráficos (ou seja, os tipógrafos) costumam se preocupar com a escolha do papel adequado, da tinta e dos métodos de impressão.

Por muito tempo o trabalho com a tipografia, como atividade projetual e industrial gráfica, era limitado aos tipógrafos (técnicos ou designers especializados). O design de tipos, no entanto, atividade altamente especializada que requeria o conhecimento das técnicas de gravar punções para fazer as matrizes usadas para fabricar tipos, foi desenvolvida desde o início por especialistas, os gravadores de tipo ou puncionistas, verdadeiros designers de tipo antes que a denominação entrasse no vocabulário profissional. Foram designers de tipo e puncionistas Claude Garamond e Giambattista Bodoni, criando fontes clássicas que até hoje são apreciadas.

Tipos móveis para notação musical.

A composição manual, ou seja, a colocação dos tipos lado a lado para formar os textos, foi mecanizada em fins do século XIX com a criação do linotipo (por Ottmar Merghenthaler, em 1886) e do monotipo (por Tolbert Lanston, em 1887). Ambas eram máquinas muito grandes e complexas que fundiam e alinhavam os tipos de chumbo a partir do texto selecionado em um teclado. Com o tempo, o termo linotipo passou a designar estas máquinas, com seu operador sendo chamado linotipista. A partir dos anos 1940, começa a se impor a fotocomposição, sistema que usa matrizes fotográficas dos tipos que são reduzidos ou ampliados por lentes, mas apenas com a popularização do "offset" nas décadas de 1960/70 essa tecnologia passa a ser largamente usada, superando o linotipo. Uma outra técnica de impressão surgida nessa época foi a de letras transferíveis (transfer), prática e acessível, embora limitada a pequenas sequências de texto. Adquiriu especial popularidade a empresa Letraset, cujas lâminas foram largamente usadas por designers e publicitários.

O advento da computação gráfica nos anos 1990 tornou a tipografia disponível para designers gráficos em geral e leigos. Hoje qualquer um pode escolher uma fonte (tipo de letra) e compor um texto simples em um processador de texto.

O conhecimento adequado do uso da tipografia é essencial aos designers que trabalham com diagramação, ou seja, na relação de texto e imagem. Logo a tipografia é um dos pilares do design gráfico e uma matéria necessária aos cursos de design. Para o designer que se especializa nessa área, a tipografia costuma se revelar um dos aspectos mais complexos e sofisticados do design gráfico.

Prensa mecânica em uso, xilogravura, 1568

Invenção da imprensa

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A tipografia clássica baseia-se em pequenos paralelepípedos de metal com relevos de letras e símbolos.

Tipos rudimentares foram inventados inicialmente pelos chineses. No século XV, o alemão Johannes Gutenberg desenvolveu tipos móveis em metal e aperfeiçoou a prensa tipográfica. O conceito básico de Gutenberg foi o da reutilização dos tipos para compor diferentes textos. Mostrou-se eficaz e é utilizada até os dias de hoje, constituindo a base da imprensa durante muitos séculos. Essa revolução deu início à comunicação em massa, que foi chamada pelo teórico Marshall McLuhan como o início do “homem tipográfico”.

Com o advento dos computadores e da edição eletrônica de texto, a tipografia permanece viva nas formatações, estilos e grafias.

Tipografia contemporânea

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O design de tipos foi incrementado por meio de programas especializados para criação e desenvolvimento de tipos, hoje acessíveis aos interessados no assunto, dando margem a uma grande variedade de fontes que são vendidas pelas fundições ou editoras de tipo (muitas vezes identificadas pelo termo inglês type foundries).[carece de fontes?]

Tipografia digital

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Multiplicaram-se as famílias tipográficas, que reúnem variações de um determinado desenho. A família mais usual reúne os estilos regular, negrito, itálico e negrito itálico. Existem, porém, famílias com diversas variantes intermediárias, munidas de diversas opções de peso (leve, médio, regular, semi-negrito, negrito, extra-negrito, pesado, etc.) e de forma (comprimido, condensado, normal, estendido, alargado, etc.).[carece de fontes?]

Na atualidade, novas tecnologias ampliaram muito as possibilidades tipográficas. Em 1999, um novo formato para fontes tipográficas foi desenvolvido em conjunto pelas gigantes de informática Microsoft e Adobe. O formato, denominado OpenType, permite a inclusão de milhares de caracteres em uma mesma fonte, além de vários recursos adicionais.[5] Com isso, tornaram-se comuns fontes que suportam vários alfabetos, como o latino, o cirílico, o grego, o hebraico e o árabe, integrando as fontes tipográficas com a especificação Unicode.[6] Lado a lado com a oferta de fontes digitais, os programas de formatação de página permitem a composição de textos combinados com fotos, desenhos e gráficos com qualidade profissional, como o InDesign da Adobe, sendo parte do arsenal técnico dos designers da atualidade.[carece de fontes?]

Exemplos Conhecidos

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As seguintes são famílias tipográficas celebradas na história do design gráfico.

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Tipografia
O Wikiquote tem citações relacionadas a Tipografia.
Procure por Tipografia no Wikcionário, o dicionário livre.

Referências

  1. Lupton, Ellen (2024). Thinking with Type. [S.l.]: Chronicle Books LLC. ISBN 9781797232515
  2. Ruder, Emil (2007). Typographie: A Manual of Design. [S.l.]: Hastings House Publishers
  3. Baines, Phil; Haslam, Andrew (2005). Type & Typography. [S.l.]: Laurence King. ISBN 9781856694377
  4. Treccani. «Vocabolario Treccani». Consultado em 15 de março de 2019
  5. Informações adicionais sobre o formato OpenType estão disponíveis em www.adobe.com/type/opentype. Especificações sobre seus diversos recursos podem ser consultadas em www.microsoft.com/typography/otspec/
  6. O Unicode é o padrão para escrita universal, mapeando os caracteres alfanuméricos, a pontuação e os variados símbolos usados nos diversos alfabetos do mundo. Informações detalhadas encontram-se em www.unicode.org